Já foi dada a largada para os minicursos da primeira edição do projeto Cursos Livres, realizado pelo Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Com a provocação “Como ser feliz no Século 21?”, as aulas inaugurais dos módulos, ocorridas nas duas últimas semanas, mostraram um pouco de como serão as discussões de temas contemporâneos e interdisciplinares, ligados a diferentes áreas do conhecimento, como economia, cultura, filosofia, música, arte e política, entre outras.

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Dinâmica livre no primeiro encontro do mini curso “Entre muros: memórias coletivas”.

Com um público bastante diversificado, que varia de estudantes universitários e vestibulandos, profissionais de áreas diferentes e até estrangeiros, os Cursos Livres foram inspirados em dois projetos europeus: a Universidade Livre, da Alemanha, e a Universidade de Todos os Saberes, criado pelo governo francês.

A primeira aula do minicurso Possíveis iconografias da diáspora: um diálogo entre as artes visuais, moda e música foi bastante disputada. Com a orientação dos professores Caroline Barreto (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFBA), Duron Jackson (Artista Plástico/Fulbright Organização, Estados Unidos) e Laila Andresa Cavalcante Rosa (Escola de Música/UFBA), o módulo tem a proposta de promover uma reflexão sobre novos modos de ver e experimentar as fronteiras entre o ativismo político e a arte.

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Professores Carolina Barreto, Duron Jackson e Laila Rosa (ao centro) com as monitoras do módulo. Foto: Jamile Souza

Partindo dos questionamentos do porquê e como fazer novas formas de vida, articulam-se os marcadores sociais como raça, gênero e sexualidade, numa perspectiva que una a arte e a política. Para isto, serão abordados desde aspectos conceituais, através de referenciais teóricos, até a interação das artes visuais com a música e a moda.

Para o professor e artista afro-americano Duron Jackson, a expectativa para a realização do curso é muito positiva. “Esperamos construir um espaço de troca de experiências, considerando a multiplicidade possível entre o público como parte central para o debate da diversidade e interdisciplinaridade no fazer artístico, enquanto campo político e das subjetividades múltiplas”, diz Jackson.

Já o minicurso Porque e como fazer novas formas de vida: direitos dos povos e comunidades tradicionais realizou sua primeira aula nesta quarta-feira, 21, ministrada pelo professor Júlio Cesar de Sá Rocha, da Faculdade de Direito/UFBA, e o antropólogo Ordep Serra, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFBA.

Com uma posição crítica de reconhecimento de direitos, Ordep Serra chama atenção para o momento histórico em que o país está passando. “Vivemos um momento de falência de instrumentos democráticos e de uma injustiça radical para o social. Precisamos reagir com todas as nossas forças contra isto. Discutir a cidade, exercer nosso direito político, sendo que é interesse de todos o que vem acontecendo com os povos e comunidades tradicionais”, pontua o professor.

Os encontros continuam a acontecer no Auditório Nilda Spencer, no Conselho Estadual de Cultura da Bahia, até novembro, de segunda a quarta, das 9h às 11h, de forma intercalada e com frequência quinzenal. Os participantes receberão ao final do processo um certificado de conclusão das atividades emitido pela UFBA.