<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Museu de Arte Moderna da BahiaMuseu de Arte Moderna da Bahia | Museu de Arte Moderna da Bahia</title>
	<atom:link href="/author/thais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://bahiamam.org</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Jul 2014 21:38:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Música, performance e exposição marcam abertura da 3ª Bienal da Bahia</title>
		<link>http://bahiamam.org/musica-performance-e-exposicao-marcam-abertura-da-3a-bienal-da-bahia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=musica-performance-e-exposicao-marcam-abertura-da-3a-bienal-da-bahia</link>
		<comments>http://bahiamam.org/musica-performance-e-exposicao-marcam-abertura-da-3a-bienal-da-bahia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 May 2014 18:42:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bienal da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Abertura]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>
		<category><![CDATA[Passeio Público]]></category>
		<category><![CDATA[Performance]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Vila Velha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=11228</guid>
		<description><![CDATA[Eram 18h35 desta quinta-feira, 29, quando os toques dos tambores começaram a ecoar pelo Solar do Unhão: um aviso de que a 3ª Bienal da Bahia havia começado. O público que aguardava pelo início da programação no Museu de Arte Moderna da Bahia foi convidado a conferir a percussão de 33 alabês, embalada pela voz da cantora Inaicyra Falcão – filha de Mestre Didi (1917-2013) – e pelo violão de Maurício Lourenço. Após a apresentação, era hora de iniciar o cortejo performático da artista portuguesa Luisa Mota, com a participação de 70 voluntários. Da concentração no MAM-BA até o Passeio Público – passando pelo Largo 2 de Julho e Rua Carlos Gomes – a procissão foi reunindo cada vez mais pessoas interessadas pela obra e curiosas pelo seu desfecho. Seja das varandas dos prédios, dos bares ou das calçadas, todos os olhares se voltaram para a performance Genesis e Genes, que foi de parar o trânsito – literalmente. Durante a caminhada, parte dos performers, caracterizada com roupas metálicas de “homens invisíveis”, segurava três tapetes azuis bordados por onde passavam os participantes “imaculados”, completamente despidos. Esta foi a primeira vez que a jornalista Ana Paula Nobre participou de uma ação artística. A “mulher invisível” [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmusica-performance-e-exposicao-marcam-abertura-da-3a-bienal-da-bahia%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>Eram 18h35 desta quinta-feira, 29, quando os toques dos tambores começaram a ecoar pelo Solar do Unhão: um aviso de que a 3ª Bienal da Bahia havia começado. O público que aguardava pelo início da programação no Museu de Arte Moderna da Bahia foi convidado a conferir a percussão de 33 alabês, embalada pela voz da cantora Inaicyra Falcão – filha de Mestre Didi (1917-2013) – e pelo violão de Maurício Lourenço.</p>
<p>Após a apresentação, era hora de iniciar o cortejo performático da artista portuguesa Luisa Mota, com a participação de 70 voluntários. Da concentração no MAM-BA até o Passeio Público – passando pelo Largo 2 de Julho e Rua Carlos Gomes – a procissão foi reunindo cada vez mais pessoas interessadas pela obra e curiosas pelo seu desfecho.</p>
<div id="attachment_2166" class="wp-caption aligncenter" style="width: 573px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/fotoalfredo.jpg"><img class=" wp-image-2166  " alt="Cortejo-performance atraiu olhares pelas ruas do centro da capital baiana | Foto: Alfredo Mascarenhas" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/fotoalfredo.jpg" width="563" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Cortejo-performance atraiu olhares pelas ruas do centro da capital baiana | Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p>Seja das varandas dos prédios, dos bares ou das calçadas, todos os olhares se voltaram para a performance <em>Genesis e Genes</em>, que foi de parar o trânsito – literalmente. Durante a caminhada, parte dos performers, caracterizada com roupas metálicas de “homens invisíveis”, segurava três tapetes azuis bordados por onde passavam os participantes “imaculados”, completamente despidos.</p>
<p>Esta foi a primeira vez que a jornalista Ana Paula Nobre participou de uma ação artística. A “mulher invisível” conta que valeu o esforço por toda a procissão. “Foi muito intenso e interessante, porque eu sempre contemplei a arte, mas desta vez foi uma oportunidade de estar inserida e contribuir de alguma forma para o processo”, ressalta.</p>
<p><em><strong><a href="https://www.flickr.com/photos/bienaldabahia/sets/72157644506121048/" target="_blank">Confira mais fotos da abertura aqui</a></strong></em></p>
<p>Já a professora Silvania Cerqueira passou por experiências anteriores na área de artes cênicas, com atuação nas ruas e foco na técnica do Teatro do Oprimido. “Já estava acompanhando a Bienal desde o início, quando vi a divulgação da performance e resolvi participar. Por conta do contexto das últimas greves em Salvador, muitas pessoas devem ter achado que era uma revolta do povo contra esta situação”, reflete.</p>
<p>Durante o percurso, inúmeras pessoas questionaram do que se tratava a “manifestação”. Casais que saíam dos restaurantes, garçons que indicavam o movimento aos clientes e até mesmo crianças que moravam na região pararam para registrar a cena. Uma das pessoas que acompanharam o movimento foi o filósofo Antonio Saja, que enfatiza a importância da retomada da Bienal.</p>
<p>&#8220;Acredito que este seja um dos eventos mais importantes dos últimos anos. Acho que isso representa, de fato, uma experiência nova e cidadã. Como Jorge Amado diz que ‘ser baiano é um estado de espírito’, Marcelo Rezende é o mais baiano neste dia”, opinou.</p>
<div id="attachment_2169" class="wp-caption aligncenter" style="width: 591px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/paulaesilvania.jpg"><img class=" wp-image-2169  " alt="Ana Paula e Silvania fizeram parte da ala dos &quot;homens invisíveis&quot; | Foto: Alfredo Nascimento" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/paulaesilvania.jpg" width="581" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Ana Paula e Silvania fizeram parte da ala dos &#8220;homens invisíveis&#8221; | Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p>Ao adentrarem pelo portão principal do Passeio Público, no Campo Grande, as cerca de 500 pessoas que acompanharam o cortejo foram recebidas pelo grupo da Universidade Livre do Teatro Vila Velha. Vestidos apenas com um tipo de saia de pano e com o torso nu pintado de vermelho, os integrantes do grupo convidaram o público a se aproximar e depois realizaram uma apresentação de música e protesto.</p>
<p>A programação prosseguiu com o bloco de rua De Hoje a Oito, a banda de forró Ceguêra de Nó e o show de transformistas com Mitta Lux.</p>
<p><strong>Exposição itinerante</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo que as outras ações se desenrolavam, o Casarão do MAM-BA recebeu a abertura da exposição <em>No Litoral é Assim</em>, com 15 obras de artistas locais e internacionais, como Lina Bo Bardi, Juraci Dórea e Yoko Ono, entre outros. O vídeo <em>Mito e Contramito da família Pernambucobaiana</em>, de Jomard Muniz de Britto, é exibido em tempo contínuo (looping).</p>
<p>Uma das presenças marcantes na abertura foi a do artista Juarez Paraíso, idealizador das duas primeiras bienais, realizadas em 1966 e 1968. Segundo ele, esta 3ª edição reconhece os personagens que transformaram a Bahia em capital artística do país.</p>
<p><strong>Confira o depoimento de Juarez Paraíso:</strong></p>
<p>[box] “Esta Bienal traz reconhecimento a todos aqueles que, há 46 anos, sofreram e suaram para fazer duas bienais, tornando a Bahia a capital artística do país, no contexto da ditadura militar, com muito sofrimento. Acho importante a 3ª Bienal da Bahia, porque ela não é uma repetição da primeira e da segunda. Ela realmente resgata a memória dessas duas primeiras, mas tem consciência e concepção próprias. Aliás, estou até buscando esse diferencial, comparado às bienais que existem no Brasil e no mundo. É uma bienal que descentraliza a cultura, busca o povo e uma diversidade de pesquisa que vai trazer à Bahia um conhecimento que ela própria desconhecia, através do Arquivo Público e do Mosteiro de São Bento. A integração entre as atividades artísticas e a valorização da cultura afro dignifica essa 3ª Bienal e dá a ela um aspecto diferenciado. Mostra ao governo que é possível e necessário dar sequência às coisas e o maior mal dele é não dar continuidade aos projetos de governos anteriores&#8221;[/box]</p>
<p>Os artista Jayme Figura, um dos participantes da Bienal, também prestigiou a programação e aproveitou para falar sobre a sua obra. &#8220;Vou lançar minha banda The Farpas, com poesias de minha autoria, que declarei no movimento punk do rock n’roll. Estou muito satisfeito em produzir esse tipo de arte para a Bienal e poder trazer o meu rap metal”, antecipou ele.</p>
<p>Após a temporada no MAM-BA, a mostra itinerante vai circular por quatro cidades do interior baiano (Juazeiro, Alagoinhas, Feira de Santana e Vitória da Conquista) durante todo o período da Bienal, até o dia 7 de setembro.</p>
<div id="attachment_2170" class="wp-caption aligncenter" style="width: 577px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/litoral.jpg"><img class=" wp-image-2170  " alt="Público conhece as obras da exposição itinerante No Litoral é Assim | Foto: Alfredo Nascimento" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/litoral.jpg" width="567" height="378" /></a><p class="wp-caption-text">Público conhece as obras da exposição itinerante No Litoral é Assim | Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p>Nesta sexta-feira, 30, acontece a abertura da Bienal da Bahia no interior. O artista Juraci Dórea, os curadores e artistas convidados, além do secretário estadual da Cultura, Albino Rubim, irão até a Fazenda Fonte Nova – situada a 30 km de Feira de Santana –, onde o artista realizará uma ocupação da Casa Museu Eurico Alves, produzindo na hora uma escultura de couro e madeira que permanecerá no local.</p>
<p>Além disso, haverá um encontro do Grupo Hera (poetas e escritores de Feira de Santana) com o artista pernambucano Paulo Bruscky. A escolha do local se deu por sugestão do próprio artista, que deseja atrair a atenção dos governantes e da população de Feira de Santana – sua cidade de origem e de residência – para esse espaço, onde morou o poeta Eurico Alves. Esse encontro será pontual e aberto ao público.</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Colaborou Blenda Tourinho</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/musica-performance-e-exposicao-marcam-abertura-da-3a-bienal-da-bahia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Meu trabalho é uma grande novela de personagens&#8221;, diz artista Luisa Mota</title>
		<link>http://bahiamam.org/meu-trabalho-e-uma-grande-novela-de-personagens-diz-artista-luisa-mota/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=meu-trabalho-e-uma-grande-novela-de-personagens-diz-artista-luisa-mota</link>
		<comments>http://bahiamam.org/meu-trabalho-e-uma-grande-novela-de-personagens-diz-artista-luisa-mota/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 May 2014 20:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bienal da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Abertura]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[MAM_BA]]></category>
		<category><![CDATA[Performance]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=11057</guid>
		<description><![CDATA[Uma procissão sai do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), no Solar do Unhão, com direção ao Passeio Público, no Campo Grande. O percurso parece pequeno, mas ele será percorrido de uma forma não linear. Esta não é apenas uma andança pelas ruas da cidade: ela será permeada de arte, cultura e história. O movimento faz parte da performance da artista portuguesa Luisa Mota, que será realizada no dia 29 de maio, durante a programação de abertura da 3ª Bienal da Bahia. Na entrevista a seguir, a artista – que está em residência na Bahia para a produção de sua obra – fala sobre os trabalhos realizados em diferentes países, o processo de produção e sua relação com as novas tecnologias. Confira! Você estudou em Londres e já expôs em cidades da Europa. Existe uma relação entre a produção artística de lá e a do Brasil? Eu estudei e vivi em Londres durante 11 anos. Agora, em 2013, graduei no mestrado em escultura da Royal College of Art. Estou em São Paulo desde agosto, quando vim para o Brasil. Fiz um projeto para a Verbo, na Galeria Vermelho, e uma performance que se conecta ao trabalho que estou fazendo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmeu-trabalho-e-uma-grande-novela-de-personagens-diz-artista-luisa-mota%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>Uma procissão sai do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), no Solar do Unhão, com direção ao Passeio Público, no Campo Grande. O percurso parece pequeno, mas ele será percorrido de uma forma não linear. Esta não é apenas uma andança pelas ruas da cidade: ela será permeada de arte, cultura e história.</p>
<p>O movimento faz parte da performance da artista portuguesa Luisa Mota, que será realizada no dia 29 de maio, durante a programação de abertura da 3ª Bienal da Bahia. Na entrevista a seguir, a artista – que está em residência na Bahia para a produção de sua obra – fala sobre os trabalhos realizados em diferentes países, o processo de produção e sua relação com as novas tecnologias. Confira!</p>
<div id="attachment_1600" class="wp-caption aligncenter" style="width: 650px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/foto_luisa_mota_poralfredomascarenhas.jpg"><img class="size-large wp-image-1600" alt="Artista ressalta que o baiano é &quot;um povo bem mais colaborativo&quot;. Foto: Alfredo Mascarenhas" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/05/foto_luisa_mota_poralfredomascarenhas-1024x682.jpg" width="640" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Artista ressalta que o baiano é &#8220;um povo bem mais colaborativo&#8221;. Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p><strong>Você estudou em Londres e já expôs em cidades da Europa. Existe uma relação entre a produção artística de lá e a do Brasil?</strong></p>
<p>Eu estudei e vivi em Londres durante 11 anos. Agora, em 2013, graduei no mestrado em escultura da Royal College of Art. Estou em São Paulo desde agosto, quando vim para o Brasil. Fiz um projeto para a Verbo, na Galeria Vermelho, e uma performance que se conecta ao trabalho que estou fazendo aqui e que também já tinha continuidade no período que eu estava em Londres, com a minha linha de pensamento.</p>
<p>Para o meu trabalho, em particular, é interessante essa mudança de local porque é uma resposta e um reflexo da própria cultura. O meu trabalho é uma performance que acontece na rua, então tem consequências, existe para além do que há na rua, que são várias coisas, entre elas pessoas, carros, regras e o tempo.</p>
<p><strong>Então, em alguns momentos, você nem sabe o que vai acontecer durante a performance.</strong></p>
<p>Isso. Eu tenho 30 anos, não sou tão nova mas, ao longo da minha carreira, isso será mais presente: o lugar onde está sendo feito e a receptividade do trabalho, porque ele se insere na cultura – já que existe na rua e trabalha com as pessoas de cada lugar, e isso é um aspecto muito interessante. A produção de arte no Brasil, Portugal e Inglaterra, onde eu tenho exposto bastante, é diferente, por causa da própria estrutura da sociedade e de como as coisas funcionam.</p>
<p>Na Inglaterra, em termos de negociação, com certeza alguns trabalhos que eu fiz foram mais complicados, porque eles têm de ser negociados para existirem. Eu tenho que negociar com as pessoas que participam, quais os termos em que participam e se elas querem participar. Tenho que convencê-las e seduzi-las. Lá, esta preparação toda costuma ser exaustiva, enquanto aqui eu sinto um povo bem mais colaborativo. As pessoas gostam de se envolver com as coisas e de entregar desta maneira. É outra cultura. E para o tipo de trabalho e linha de pensamento que eu tenho, ela funciona muito bem porque eu já posso começar em outro nível e desenvolver o trabalho mais a fundo. É o que tem acontecido desde que eu cheguei ao Brasil.</p>
<p><strong>Em relação às pessoas que assistem à performance, houve algum fato que te marcou ou alguma reação que você não esperava do público em algum destes lugares que você fez?</strong></p>
<p>Esta performance que eu vou apresentar aqui já foi feita em Londres e em São Paulo, e foi diferente nos dois lugares. Em Londres, a performance começou em uma área na zona leste, que tem muitas comunidades, bairros de paquistaneses e pessoas oriundas de ex-colônias, e depois entrou pela City [centro financeiro e histórico localizado na região conhecida como Grande Londres]. Foi muito interessante como eles também se inseriram na City, onde o trânsito se tornou outra coisa. Era a procissão de homens invisíveis, porque eles são metálicos e entram em um espaço mais futurista, enquanto no outro bairro era uma coisa bem mais de protesto e de cunho religioso. Isso altera de acordo com o local em que ele está e à receptividade de cada um.</p>
<p>Em São Paulo, foi muito engraçado porque eu fiz na [avenida] Paulista – que é onde acontecem todas as manifestações – e o trabalho se perdeu, de certa maneira. Ele existiu, mas era mais uma entre várias manifestações. Enquanto em Londres a performance parou o trânsito e eu fui parada pela polícia (embora eu já tivesse avisado), em São Paulo ela se inseriu muito mais, porque as pessoas já estavam habituadas. Ei não sei se esta é uma questão de parar o trânsito. Por mais que eles sejam os homens invisíveis, não são de todo invisíveis. Eles brilham também, com as luzes e tudo o mais. Em São Paulo, eles se integraram mais, as pessoas pensaram que fosse mais uma das várias manifestações.</p>
<p><strong>Qual o material que você usa para produzir o figurino da performance?</strong></p>
<p>Isso é um material que foi desenvolvido pela Nasa e, hoje em dia, é usado mais para estufa interna. Também tem outras versões dele, que são os cobertores de bombeiros para tapar o fogo.</p>
<p><strong>Este é o material que vai ser utilizado aqui em Salvador, na performance dos homens invisíveis?</strong></p>
<p>Exatamente, mas o que eu estou fazendo aqui em Salvador é um desenvolvimento desta performance. De certa maneira, o meu trabalho é quase como uma grande novela de personagens, com vários tipos de simbolismo culturais, e os homens invisíveis são apenas um tipo deles. Em outros projetos, eles aparecem segurando outros personagens, que são as esculturas, fazendo o trabalho duro, segurando a cortina, e é por isso que são homens invisíveis, a mão de obra que permanece nos bastidores.</p>
<p>Este trabalho da procissão é um novo projeto, onde eles existem como protagonistas e não secundários. Isso quer dizer que há um enredo imenso de personagens, alguns recorrentes, que vão se desenvolvendo no tempo, quase como uma novela, mas em um universo meu. Não é a Globo, mas é o meu, Luisa Mota.</p>
<p>Para a performance daqui, haverá um desenvolvimento a mais, com essa procissão e também outros momentos. A procissão será o desencadeamento de eventos que vão acontecer: começará no MAM e irá até o Passeio Público, mas em um percurso mais longo, onde eles encontrarão com outros personagens e eventos pela cidade. Haverá três ações conjuntas, como uma cadeia.</p>
<p><strong>Além dos homens invisíveis, você tem outro trabalho, que  utiliza uma seda indiana onde estão impressas várias imagens de mulheres, misturando arte e religiosidade. Ele também será realizado aqui em Salvador?</strong></p>
<p>Estes personagens, em particular, ainda são meio incertos e não formatei exatamente quem vai participar. Mas esta ideia da religiosidade está muito presente e a figura da santa é uma personagem que existe muito fortemente no meu trabalho. Ultimamente, há uma discussão acerca do simbolismo feminino, do arquétipo da mulher, a partir do qual se desenvolvem vários arquétipos. Não é só um símbolo para mim, pois pode haver dois arquétipos relacionais, como a mulher e a água, a mulher e o homem e por aí vai.</p>
<p>Há esta mulher, que é a santa, e várias versões dela, como a mulher deusa. Este trabalho é um tecido de 23 metros com várias imagens de mulheres santas, que eu já produzi dentro do meu universo artístico, como também fotografei. São imagens que já fiz em trabalhos anteriores e que são reimpressos, como a pomba-gira. Tudo é reciclado e refeito para intensificar o simbolismo. O que eu crio não são objetos, mas artefatos que são vividos, usados. Vários objetos também restarão desta performance que, como foram vividos, usados e estão carregados da energia da ação, se tornarão novos artefatos.</p>
<p><strong>E que podem ser utilizados em sua próxima performance.</strong></p>
<p>Exatamente. Ou também poderão ser utilizados, em termos religiosos, para a veneração.</p>
<p><strong>Você sempre filma as performances e publica em sua conta no Vimeo. Como é a relação da sua arte com as novas tecnologias?</strong></p>
<p>Minha relação não é tanto com a internet, mas com a imagem, a documentação e a captação do evento. Antes das performances, eu fazia fotos e também organizava eventos. Poderia acontecer na rua, mas eu tentava criar uma imagem e essa leitura visual é que me interessa. Eu me interesso no agora e no que é vivido, e como isto é representado. Todos os meus trabalhos têm certo entourage de filmagem ou de captação. Depois, há outro trabalho que se envolve na performance, e acaba sendo o set de filmagem. E esse aspecto de mostrar os bastidores de uma construção faz parte do trabalho. Há muitos trabalhos que eu faço que você não sabe o que é. É o que acontece com as performances na cidade, e acho que vai funcionar incrivelmente em Salvador. Estou super entusiasmada porque minha performance pode se perder na cidade e, aqui, as pessoas são muito autênticas. Esta é uma palavra perigosa, mas eu quero dizer que elas se conhecem, são muito soltas, muito à vontade. Elas são vivas. Estou ansiosa para começar.</p>
<p><strong>Essa parte do vídeo e da imagem complementa ou faz parte da obra?</strong></p>
<p>Tudo é uma obra só mas, em certos projetos, a filmagem está bem visível; em outros, ela está mais escondida e você só vê a performance. Para a Bienal, eu vou usar dois cameramen e dois fotógrafos, e isso vai acontecer na abertura, que vai ganhar uma estrutura fílmica. É uma estrutura de captação, que vai além da documentação. A internet é uma plataforma, e para mim é quase um storyboard, que é como eu uso o Vimeo: captar um monte de ações que vão criando ligações. É lá que estão o universo concretamente, o livro, as capas, os documentos, o registro. Se você começar a ver o link [do Vimeo], meus trabalhos são todos personagens, episódios, enfim, é uma novela. E só está começando. Eu estou produzindo há 10 anos. Daqui a 30 anos será uma coisa bem mais complexa.</p>
<p><strong>Como você acha que o seu trabalho vai acontecer na abertura da Bienal da Bahia?</strong></p>
<p>Acho que o meu trabalho se integra muito bem com este formato e também com o jeito baiano de fazer as coisas acontecerem. A expectativa é que vai ser incrível. O meu trabalho não tem como correr mal. Sendo esta a 3ª Bienal – e a última ter sido fechada nas condições que foi, pela Ditadura –, tem certo peso esta abertura. Como eu estou aqui há alguns dias, também sei que as pessoas daqui têm grande expectativa sobre o que esta Bienal vai ser. O que eu estou construindo é um pequeno pedaço disto.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Por Thaís Seixas</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/meu-trabalho-e-uma-grande-novela-de-personagens-diz-artista-luisa-mota/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>“Manteremos parcerias com a SecultBA”, diz representante do MinC/BA</title>
		<link>http://bahiamam.org/manteremos-parcerias-com-a-secultba-diz-representante-do-mincba/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=manteremos-parcerias-com-a-secultba-diz-representante-do-mincba</link>
		<comments>http://bahiamam.org/manteremos-parcerias-com-a-secultba-diz-representante-do-mincba/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 21:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Ação Global]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>
		<category><![CDATA[Pinte no MAM]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=11035</guid>
		<description><![CDATA[A Representação Regional (Bahia/Sergipe) do Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) devem fazer novas parcerias até o final de 2014. “Temos excelente relação com a SecultBA e teremos outras oportunidades de trabalho”, diz o representante do MinC na Bahia e também cineasta, Lula Oliveira. A SecultBA e o MinC já fazem parceria há algum tempo. Na Bahia, foram implantados programas pela SecultBA parecidos aos já desenvolvidos pelo MinC. O lançamento do Vale-Cultura em Salvador, em meados de abril (2014) foi apoiado pela SecultBA. No último sábado (26) o MinC convidou a secretaria estadual para montar um estande no ‘Ação Global 2014’, no Sesi/Itapagipe. “Esta foi a primeira vez que participamos de um evento de serviços para mostrar que a Cultura também é um serviço disponível para o cidadão”, completa Lula Oliveira. Ações como ‘Pontos de Cultura’, Editais para todas as modalidades e perfis culturais, dentre outras iniciativas, como para culturas populares e identitárias, são considerados diferenciais inovadores na política cultural da última década. MinC e SecultBA montaram um estande que funcionou sábado (26), das 9h às 16h, no Sesi/Caminho de Areia. Nele, foram oferecidas instruções acerca de programas de incentivo à arte [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmanteremos-parcerias-com-a-secultba-diz-representante-do-mincba%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>A Representação Regional (Bahia/Sergipe) do Ministério da Cultura (MinC) e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) devem fazer novas parcerias até o final de 2014. “Temos excelente relação com a SecultBA e teremos outras oportunidades de trabalho”, diz o representante do MinC na Bahia e também cineasta, Lula Oliveira.</p>
<p>A SecultBA e o MinC já fazem parceria há algum tempo. Na Bahia, foram implantados programas pela SecultBA parecidos aos já desenvolvidos pelo MinC. O lançamento do Vale-Cultura em Salvador, em meados de abril (2014) foi apoiado pela SecultBA. No último sábado (26) o MinC convidou a secretaria estadual para montar um estande no ‘Ação Global 2014’, no Sesi/Itapagipe.</p>
<p>“Esta foi a primeira vez que participamos de um evento de serviços para mostrar que a Cultura também é um serviço disponível para o cidadão”, completa Lula Oliveira. Ações como ‘Pontos de Cultura’, Editais para todas as modalidades e perfis culturais, dentre outras iniciativas, como para culturas populares e identitárias, são considerados diferenciais inovadores na política cultural da última década.</p>
<p>MinC e SecultBA montaram um estande que funcionou sábado (26), das 9h às 16h, no Sesi/Caminho de Areia. Nele, foram oferecidas instruções acerca de programas de incentivo à arte e cultura do MinC. Folhetos, folders e livros sobre atividades apoiadas pelo MinC e pela SecultBA foram distribuídos, além de exibidos vídeos.</p>
<div id="attachment_11036" class="wp-caption aligncenter" style="width: 528px"><a href="/wp-content/uploads/2014/04/acao.jpg"><img class=" wp-image-11036 " alt="Pinte no MAM itinerante reuniu muitos interessados. Foto: Geraldo Moniz" src="/wp-content/uploads/2014/04/acao.jpg" width="518" height="291" /></a><p class="wp-caption-text">Pinte no MAM itinerante reuniu interessados de diferentes idades. Foto: Geraldo Moniz</p></div>
<p><strong>‘PINTE no MAM’</strong> – A SecultBA levou ainda o projeto ‘Pinte no MAM/Itinerante’ desenvolvido pelo Museu de Arte Moderna (MAM), um dos espaços culturais administrados pela secretaria via Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O ator baiano Érico Brás, que faz sucesso no seriado ‘Tapas &amp; Beijos’ da TV Globo, foi um dos que prestigiaram o ‘Pinte no MAM’ se juntando às crianças e deixando a sua marca no painel de nove metros.</p>
<p>“Com o ‘Pinte no MAM’ temos depoimentos visuais de pessoas de variadas faixas etárias, exibindo o que sentem e pensam”, explica o coordenador, o artista visual Maninho Abreu (www.maninhoabreu.com), que já desenvolve o projeto há quase oito anos. A ideia surgiu de ação semelhante realizada no Parque do Ibirapuera, na capital paulista, entre 1984 e 1987.</p>
<p>No Sesi a população teve acesso a serviços para carteira de trabalho, palestras sobre aproveitamento de alimentos, vacinação, registro de certidão de nascimento, corte de cabelo, manicure, dentre outros; todos gratuitos. O ‘Pinte no MAM’ acontece todos os domingos, às 16 h, em área aberta do Solar do Unhão.</p>
<p>Construção originária do século XVII, às margens da Baía de Todos os Santos, o complexo arquitetônico do Unhão é tombado desde 1943 como Patrimônio Cultural do Brasil e administrado pela SecultBA/IPAC. Palacete das Artes, Palácio da Aclamação, Solar Ferrão e Museu de Arte da Bahia, são outros espaços culturais administrados pelo IPAC. Mais informações, acesse bahiamam.org e conheça a programação completa do museu.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/manteremos-parcerias-com-a-secultba-diz-representante-do-mincba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Experimento 2.2 encena Shakespeare na 3ª Bienal da Bahia</title>
		<link>http://bahiamam.org/11012/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=11012</link>
		<comments>http://bahiamam.org/11012/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 19:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Casarão]]></category>
		<category><![CDATA[Experimento 2.2]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Vila Velha]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Livre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=11012</guid>
		<description><![CDATA[A arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi será homenageada nesta quarta-feira, 30, às 18h, no Casarão do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), com o Experimento 2.2 - Shakespeare em Lina. Esta é a segunda ação conjunta da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha com a 3ª Bienal da Bahia. A entrada é gratuita, com limite de 300 pessoas – capacidade máxima do Casarão. O grupo da LIVRE encenará a peça Hamlet de William Shakespeare (1564-1616) e utilizará como palco a escada de Lina Bo Bardi – que também é autora de outras intervenções na capital baiana, como a reurbanização da Ladeira da Misericórdia, o Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves e a Casa do Benin, no Pelourinho. Além disto, o experimento contempla os 50 anos do Vila – comemorados em 2014 – e a 3ª Bienal da Bahia, que rememora as bienais baianas de 1966 e 1968, esta última interrompida pela ditadura civil e militar, com o confisco de obras de arte e prisão de artistas. Para o diretor artístico do Teatro Vila Velha, Márcio Meirelles, a comemoração dos 50 anos do Vila provocou a reflexão das memórias do teatro, “da mesma forma como faz a 3ª Bienal da Bahia agora, reencenando as memórias das outras duas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2F11012%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>A arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi será homenageada nesta quarta-feira, 30, às 18h, no Casarão do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), com o <strong>Experimento 2.2 - </strong><strong>Shakespeare em Lina</strong>. Esta é a segunda ação conjunta da Universidade LIVRE do Teatro Vila Velha com a 3ª Bienal da Bahia. A entrada é gratuita, com limite de 300 pessoas – capacidade máxima do Casarão.</p>
<p>O grupo da LIVRE encenará a peça <em>Hamlet</em> de William<em> </em>Shakespeare (1564-1616) e utilizará como palco a escada de Lina Bo Bardi – que também é autora de outras intervenções na capital baiana, como a reurbanização da Ladeira da Misericórdia, o Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves e a Casa do Benin, no Pelourinho. Além disto, o experimento contempla os 50 anos do Vila – comemorados em 2014 – e a 3ª Bienal da Bahia, que rememora as bienais baianas de 1966 e 1968, esta última interrompida pela ditadura civil e militar, com o confisco de obras de arte e prisão de artistas.</p>
<p>Para o diretor artístico do Teatro Vila Velha, Márcio Meirelles, a comemoração dos 50 anos do Vila provocou a reflexão das memórias do teatro, “da mesma forma como faz a 3ª Bienal da Bahia agora, reencenando as memórias das outras duas bienais (1966 e 1968)”.</p>
<p><b>Experimentos</b></p>
<p>Como forma de incluir o público no seu processo de criação, a LIVRE apresenta, a cada mês, um Experimento. Neles estão cenas em processo que servem como pesquisa e experimentação para a montagem dos espetáculos. Ao longo de 2013, foram realizados seis Experimentos, todos baseados na obra <em>Frankenstein</em>, de Mary Shelley, que estreou em fevereiro de 2014. O Experimento 2.1 aconteceu no dia 16/04 e foi exibido em tempo real pela TV Vila (<a href="http://www.teatrovilavelha.com.br/tv-vila">www.teatrovilavelha.com.br</a>).</p>
<p>Assim como a 3ª Bienal da Bahia, a LIVRE é um processo de pesquisa, ações e encontros contínuos. O diretor Martin Domecq explica o que é o Experimento da LIVRE:</p>
<p>“Durante o experimento, o que se mostra é um trabalho em processo, não uma peça acabada. É um processo de busca, de pesquisa, que vem sendo feito ao longo de um mês de trabalho. Todos os atores estão o tempo todo no palco e sempre há um componente musical, rítmico. Há também um momento onde se escuta a voz dos participantes sobre alguma questão que está próxima de nós, como aconteceu no experimento em que se falou sobre o Movimento Passe Livre. Há, ainda, um espaço de diálogo com o público, quando se abre o microfone e o público pode responder, falar, questionar.”</p>
<div id="attachment_1474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 632px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/120414_Alfredo-Mascarenhas_07161.jpg"><img class="wp-image-1474  " alt="120414_Alfredo Mascarenhas_0716" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/120414_Alfredo-Mascarenhas_07161.jpg" width="622" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Ensaio da LIVRE no Casarão do MAM-BA | Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p><b>Sobre a LIVRE</b></p>
<p>Criada em fevereiro de 2013, a Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha é um resumo de tudo o que o Teatro Vila Velha foi e é até hoje: um espaço de experimentação, formação artística e constante diálogo com a sociedade. A LIVRE se conecta com as ideias do artista visual e ativista político-cultural alemão Joseph Beuys (1921-1986), do diretor teatral Zé Celso Martinez (Teatro Oficina) e de outros artistas e coletivos que pensam a arte como ferramenta política de transformação.</p>
<p>A partir do programa de formação em artes cênicas da Universidade LIVRE, o Vila se reinventa continuamente, deslocando a construção dos processos artísticos para lugares em que os integrantes do grupo exercem plena e conscientemente toda a autonomia criativa e de gestão. Essa consciência se instala por meio de ações multidisciplinares, transversais e poéticas, nos quais os participantes entram em contato com conhecimentos de iluminação, sonorização, cenografia, figurino, produção, administração, comunicação e muitos outros que tenham o objetivo de construção de um saber pleno sobre a função de todos os atores e componentes estéticos envolvidos neste sistema. Cada participante da Universidade passa necessariamente por todos os setores do teatro. Para a LIVRE, a formação do ator não está apenas no palco.</p>
<p>Os participantes da LIVRE realizam encontros de segunda a sábado, quando, além dos ensaios, são realizados trabalhos de corpo, percussão, capoeira, música, canto, dança, gestão colaborativa, dramaturgia, tecnologias, audiovisual e yoga, sempre voltados para o trabalho de ator. A LIVRE realiza, ainda, cursos de extensão para os seus participantes, como as oficinas de maquiagem cênica, de iluminação e de construção de berimbaus e alfaias, instrumentos que são incorporados pelos espetáculos e experimentos do programa.</p>
<div id="attachment_1475" class="wp-caption aligncenter" style="width: 632px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/120414_Alfredo-Mascarenhas_0766.jpg"><img class="wp-image-1475  " alt="120414_Alfredo Mascarenhas_0766" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/120414_Alfredo-Mascarenhas_0766.jpg" width="622" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Ensaio da LIVRE no Casarão do MAM-BA | Foto: Alfredo Mascarenhas</p></div>
<p>Além dos cursos de extensão, a LIVRE realiza oficinas e encontros com profissionais de artes de diversas áreas, possibilitando uma troca de conhecimento que extrapola os limites do estado e país. A Universidade LIVRE de Teatro Vila Velha tem coordenação de Márcio Meirelles e a colaboração de Martin Domeq, Bertho Filho (preparação de ator), Tadashi Endo (dança contemporânea japonesa Butoh) Anita Bueno (yoga), Ridson Reis (percussão), Cristina Castro (preparação corporal), Leno Sacramento (capoeira), o ator Cacá Carvalho, o músico de Theatre de Soleil, Jean-Jacques Lemêtre, a diretora e iluminadora Fernanda Paquelet, o ator do LUME Carlos Simioni, Cibele Forjaz (dramaturgia colaborativa), a atriz Sonia Robatto, a diretora Chica Carelli, o dramaturgo Hayaldo Copque, o ator e diretor Vinicius Piedade, entre outros profissionais.</p>
<p>A LIVRE tem em seu currículo os espetáculos<em> Por que Hécuba</em> e <em>Frankenstein</em>, além de <em>Espelho para Cegos</em>, co-produção com a Cia Teatro dos Novos, que esteve em cartaz em 2013 e participou em 2014 do Festival Verão Contemporânea, em Belo Horizonte, e da mostra oficial do Festival de Curitiba.</p>
<p><b>Moeda Social</b></p>
<p>Junto à criação da LIVRE, o Vila entra no ambiente de Economia Solidária, através da moeda social “tempo”. O “tempo” serve como alternativa e complemento à moeda Real. Desse modo, o trabalho, bem como serviços oferecidos pelo Vila, como aluguel de pauta, passam a poder ser negociados a partir de uma nova lógica, que valoriza o tempo de trabalho. Participantes da LIVRE, por exemplo, pagam parte da mensalidade em dinheiro e parte em “tempo”, através de funções desempenhadas nas diversas áreas do teatro, como comunicação, técnica, bilheteria, produção, entre outras. O fluxo de “tempos” é administrado através da plataforma colaborativa Corais (<a href="http://www.corais.org/livre" target="_blank">www.corais.org/livre</a>), implementada no Teatro Vila Velha com a consultoria do produtor cultural Pedro Jatobá.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/11012/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MAM-BA mantém funcionamento normal no feriado</title>
		<link>http://bahiamam.org/mam-ba-mantem-funcionamento-normal-no-feriado/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mam-ba-mantem-funcionamento-normal-no-feriado</link>
		<comments>http://bahiamam.org/mam-ba-mantem-funcionamento-normal-no-feriado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 19:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[1º de maio]]></category>
		<category><![CDATA[Feriado]]></category>
		<category><![CDATA[funcionamento]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=11009</guid>
		<description><![CDATA[O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) manterá seu funcionamento normal durante o feriado de 1º de Maio, quando é comemorado do Dia do Trabalhador. De quinta, 1º, até domingo, 4, o Solar do Unhão estará aberto aos visitantes, que podem conhecer o sítio histórico e apreciar as obras expostas na Sala Rubem Valentim, localizada no Parque das Esculturas. O horário de visitação na quinta, sábado e domingo é das 14h às 19h. Já na sexta-feira, 2, o museu estará aberto das 13h às 19h. No sábado, 3, a JAM no MAM será realizada em seu horário normal, das 18h às 21h30.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmam-ba-mantem-funcionamento-normal-no-feriado%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<div id="attachment_10730" class="wp-caption aligncenter" style="width: 727px"><a href="/wp-content/uploads/2014/03/IMG_5423-LUCIANO.jpg"><img class=" wp-image-10730 " alt="No sábado, a JAM no MAM  volta a ser realizada no Pátio Unhão" src="/wp-content/uploads/2014/03/IMG_5423-LUCIANO-1024x745.jpg" width="717" height="522" /></a><p class="wp-caption-text">No sábado, a JAM no MAM volta a ser realizada no Pátio Unhão</p></div>
<p>O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) manterá seu funcionamento normal durante o feriado de 1º de Maio, quando é comemorado do Dia do Trabalhador.</p>
<p>De quinta, 1º, até domingo, 4, o Solar do Unhão estará aberto aos visitantes, que podem conhecer o sítio histórico e apreciar as obras expostas na Sala Rubem Valentim, localizada no Parque das Esculturas. O horário de visitação na quinta, sábado e domingo é das 14h às 19h. Já na sexta-feira, 2, o museu estará aberto das 13h às 19h.</p>
<p>No sábado, 3, a JAM no MAM será realizada em seu horário normal, das 18h às 21h30.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/mam-ba-mantem-funcionamento-normal-no-feriado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jam no MAM deste sábado, 19, é cancelada</title>
		<link>http://bahiamam.org/jam-no-mam-deste-sabado-19-e-cancelada/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=jam-no-mam-deste-sabado-19-e-cancelada</link>
		<comments>http://bahiamam.org/jam-no-mam-deste-sabado-19-e-cancelada/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Apr 2014 13:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Jam no MAM]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=10999</guid>
		<description><![CDATA[O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) informa que permanecerá fechado até segunda-feira, 21, com todas as atividades suspensas. Uma delas é a tradicional Jam no MAM, que não será realizada neste sábado, 19.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fjam-no-mam-deste-sabado-19-e-cancelada%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) informa que permanecerá fechado até segunda-feira, 21, com todas as atividades suspensas. Uma delas é a tradicional Jam no MAM, que não será realizada neste sábado, 19.</p>
<div id="attachment_5535" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="/wp-content/uploads/2012/08/JAM-no-MAM-Foto-Ligia-Rizerio-C.jpg"><img class=" wp-image-5535  " alt="JAM no MAM - Foto Ligia Rizerio (C)" src="/wp-content/uploads/2012/08/JAM-no-MAM-Foto-Ligia-Rizerio-C-1024x682.jpg" width="590" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Lígia Rizério</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/jam-no-mam-deste-sabado-19-e-cancelada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Sarau OSBANOMAM reúne música e poesia em Casarão lotado</title>
		<link>http://bahiamam.org/bienal-da-bahia-lanca-identidade-visual-no-sarau-osbanomam/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bienal-da-bahia-lanca-identidade-visual-no-sarau-osbanomam</link>
		<comments>http://bahiamam.org/bienal-da-bahia-lanca-identidade-visual-no-sarau-osbanomam/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2014 22:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Bienal da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Casarão]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=10905</guid>
		<description><![CDATA[Ao primeiro acorde, a agitação e o barulho dão lugar ao silêncio e concentração, em respeito à música que flutua pelo ambiente e alcança até mesmo os ouvidos menos atentos. Na noite desta sexta-feira, 4, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) tocou melodias e encantou a plateia que lotou o Casarão do MAM-BA, para prestigiar a terceira edição do SARAU OSBANOMAM. A apresentação foi baseada na obra de Richard Strauss, como explica o maestro Carlos Prazeres. “É um compositor que reflete o romantismo tardio alemão e o início do modernismo. A partir de agora, a gente segue esse concerto com música, poesia, dança e o que vocês quiserem fazer”, explica. Esta é a primeira vez que a estudante de Letras Vernáculas Gleise Reis participa do projeto. “Eu já tinha visto apresentações da OSBA em outros lugares e gosto muito dela. Ouvi ótimos comentários sobre o projeto, por isso é bom vê-la aqui no MAM”, diz. Houve espaço ainda para um recital de poesias, que contou com a ajuda do público. O primeiro participante foi o funcionário público Joel Leal, que recitou o poema Soneto da Fidelidade, de Vinícius de Moraes, além do convidado especial, Antônio Brasileiro, que foi bastante aplaudido [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fbienal-da-bahia-lanca-identidade-visual-no-sarau-osbanomam%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>Ao primeiro acorde, a agitação e o barulho dão lugar ao silêncio e concentração, em respeito à música que flutua pelo ambiente e alcança até mesmo os ouvidos menos atentos. Na noite desta sexta-feira, 4, a Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) tocou melodias e encantou a plateia que lotou o Casarão do MAM-BA, para prestigiar a terceira edição do SARAU OSBANOMAM.</p>
<p>A apresentação foi baseada na obra de Richard Strauss, como explica o maestro Carlos Prazeres. “É um compositor que reflete o romantismo tardio alemão e o início do modernismo. A partir de agora, a gente segue esse concerto com música, poesia, dança e o que vocês quiserem fazer”, explica.</p>
<div id="attachment_1130" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/sarau1.jpg"><img class=" wp-image-1130 " alt="Público lotou o Casarão do MAM-BA" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/sarau1.jpg" width="560" height="376" /></a><p class="wp-caption-text">Público lotou o Casarão do MAM-BA. Foto: Herbert Gomes</p></div>
<p>Esta é a primeira vez que a estudante de Letras Vernáculas Gleise Reis participa do projeto. “Eu já tinha visto apresentações da OSBA em outros lugares e gosto muito dela. Ouvi ótimos comentários sobre o projeto, por isso é bom vê-la aqui no MAM”, diz.</p>
<p>Houve espaço ainda para um recital de poesias, que contou com a ajuda do público. O primeiro participante foi o funcionário público Joel Leal, que recitou o poema Soneto da Fidelidade, de Vinícius de Moraes, além do convidado especial, Antônio Brasileiro, que foi bastante aplaudido ao recitar “Estudo 165 – Compor um homem”, “Que Deus guarde meu pai” e “Das coisas memoráveis”, todos de sua autoria. Confira um deles:</p>
<p><em><strong>Estudo 165</strong></em></p>
<p><em>Compor um homem</em><br />
<em>com suas tramas, seus dramas,</em><br />
<em>togonias, gramáticas, soluços;</em><br />
<em>compor um homem,</em><br />
<em>do orvalho matinal compor um homem,</em><br />
<em>do céu cheio de estrelas, do mistério</em><br />
<em>do homem</em><br />
<em>compor o homem; compor um homem</em><br />
<em>da criança que há nohomem, do homem</em><br />
<em>a advinhar-se em antiqüíssimas retinas;</em><br />
<em>compor um homem</em><br />
<em>com seus soluções, gramáticas, teogonias</em><br />
<em>- e recitá-lo perante os outros homens.</em></p>
<p>O participante mirim Yuri Lapa, de 7 anos, roubou a cena quando, após recitar o poema Senhor Menino, de Herculano Assis, aprendeu algumas técnicas de regência com o maestro. Ao ser perguntado sobre qual música queria ensaiar, o pequeno não titubeou e respondeu: “África ioiô”, contribuindo para o momento popular da noite.</p>
<p>Para o artista J. Cunha, eventos como este são boas oportunidades de unir as linguagens artísticas. “Eu já estive várias vezes expondo no museu e acho que deve haver mais eventos assim, porque estas parcerias sempre dão certo”.</p>
<p>“Esta é uma iniciativa bastante interessante, e eu estou bastante ansiosa, porque meu filho vai solar hoje”, revelou a coreógrafa Lia Robatto, uma das participantes da Bienal de 1966 e mãe do clarinetista Pedro Robatto.</p>
<p><b>Identidade visual</b></p>
<p>Antes o concerto, o curador-chefe da Bienal da Bahia e diretor do MAM-BA, Marcelo Rezende, realizou o lançamento da identidade visual da Bienal, criada pelo artista baiano Juraci Dórea a partir das suas experiências pelo Nordeste.</p>
<p>Marcelo destacou os pôsteres com as criações artísticas expostos na parede do Casarão e salientou que “a Osba encerra a participação com o MAM, mas inicia um novo ciclo na Bienal da Bahia, que já está em andamento”.</p>
<div id="attachment_1131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 507px"><a href="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/sarau2.jpg"><img class=" wp-image-1131 " alt="Marcelo Rezende com os artistas Juraci Dórea, Juarez Paraíso e Márcia Magno; ao fundo, os pôsteres da identidade visual da Bienal. Foto: Herbert Gomes" src="http://bienaldabahia2014.com.br/wp/wp-content/uploads/2014/04/sarau2.jpg" width="497" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Rezende com os artistas Juraci Dórea, Juarez Paraíso e Márcia Magno; ao fundo, os pôsteres da identidade visual da Bienal. Foto: Herbert Gomes</p></div>
<p>Sobre o processo criativo para a produção da identidade visual, Juraci Dórea ressaltou que o desafio era encontrar uma imagem que definisse o Nordeste, não apenas em seu litoral, mas também no sertão. “Meu processo de trabalho é o fazer. O ponto de partida foi achar a imagem que reunisse o imaginário do Nordeste. Fui trabalhando sem me preocupar e a partir daí surgiram várias versões”, revela o artista.</p>
<p>O evento contou com a presença do artista Juarez Paraíso, idealizador das Bienais de 1966 e 1968, do secretário de Cultura do Estado da Bahia (Secult), Albino Rubim, e de Elias Souza, coordenador executivo da Fundação Hansen Bahia, parceria da Bienal da Bahia.</p>
<p>“Nós estamos muito felizes por começarmos bem a Bienal, com o lançamento desta marca e o curso de formação de mediadores que está sendo oferecido. Este será o grande evento da Secult, neste ano, por sua importância histórica. Mas nós temos que reconhecer o passado e trabalhar para o presente e futuro”, enfatizou o secretário.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>*Colaborou Marcos William</em></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/bienal-da-bahia-lanca-identidade-visual-no-sarau-osbanomam/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MAM-BA tem horário modificado neste fim de semana</title>
		<link>http://bahiamam.org/mam-ba-tem-horario-modificado-neste-fim-de-semana/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mam-ba-tem-horario-modificado-neste-fim-de-semana</link>
		<comments>http://bahiamam.org/mam-ba-tem-horario-modificado-neste-fim-de-semana/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2014 18:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[funcionamento]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>
		<category><![CDATA[Salvador]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=10780</guid>
		<description><![CDATA[Por conta dos festejos do aniversário de 465 anos da cidade de Salvador, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) terá seu horário alterado neste fim de semana. Na sexta-feira, 28, o museu funcionará das 9h às 12h, somente com a parte administrativa. Já no domingo, 30, ele estará fechado à visitação. No sábado, 29, o MAM-BA mantém seu funcionamento normal. As mudanças foram realizadas com base na Portaria nº 142/2014, assinada pelo superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, e divulgada no Diário Oficial do Município, proibindo a circulação e o estacionamento de veículos na avenida Lafayette Coutinho (Contorno), onde está localizado o museu.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmam-ba-tem-horario-modificado-neste-fim-de-semana%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<div id="attachment_6843" class="wp-caption aligncenter" style="width: 591px"><a href="/wp-content/uploads/2013/03/Solar-do-Unhão.jpg"><img class=" wp-image-6843   " alt="No sábado, 29, MAM-BA segue com programação normal" src="/wp-content/uploads/2013/03/Solar-do-Unhão-1024x682.jpg" width="581" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">No sábado, 29, MAM-BA segue com programação normal</p></div>
<p>Por conta dos festejos do aniversário de 465 anos da cidade de Salvador, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) terá seu horário alterado neste fim de semana.</p>
<p>Na sexta-feira, 28, o museu funcionará das 9h às 12h, somente com a parte administrativa. Já no domingo, 30, ele estará fechado à visitação. No sábado, 29, o MAM-BA mantém seu funcionamento normal.</p>
<p>As mudanças foram realizadas com base na Portaria nº 142/2014, assinada pelo superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, e divulgada no Diário Oficial do Município, proibindo a circulação e o estacionamento de veículos na avenida Lafayette Coutinho (Contorno), onde está localizado o museu.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/mam-ba-tem-horario-modificado-neste-fim-de-semana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MAM-BA lamenta falecimento de funcionário</title>
		<link>http://bahiamam.org/mam-ba-lamenta-falecimento-de-funcionario/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mam-ba-lamenta-falecimento-de-funcionario</link>
		<comments>http://bahiamam.org/mam-ba-lamenta-falecimento-de-funcionario/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2014 19:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>
		<category><![CDATA[Falecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Funcionário]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=10772</guid>
		<description><![CDATA[O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) lamenta o falecimento do funcionário Sidnei do Desterro Silva, de 29 anos, no último sábado, 22. Sidnei trabalhava como auxiliar de serviços gerais e era muito querido pelos colegas. O MAM-BA se solidariza com a família e amigos neste momento.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmam-ba-lamenta-falecimento-de-funcionario%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p><a href="/wp-content/uploads/2014/03/Sidneiweb.jpg"><img class="alignleft  wp-image-10773" alt="Sidneiweb" src="/wp-content/uploads/2014/03/Sidneiweb.jpg" width="252" height="256" /></a>O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) lamenta o falecimento do funcionário Sidnei do Desterro Silva, de 29 anos, no último sábado, 22.</p>
<p>Sidnei trabalhava como auxiliar de serviços gerais e era muito querido pelos colegas. O MAM-BA se solidariza com a família e amigos neste momento.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/mam-ba-lamenta-falecimento-de-funcionario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>MAM-BA divulga lista de classificados no Edital de Formação de Curadores</title>
		<link>http://bahiamam.org/mam-ba-divulga-resultado-final-de-edital-de-formacao-de-curadores/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mam-ba-divulga-resultado-final-de-edital-de-formacao-de-curadores</link>
		<comments>http://bahiamam.org/mam-ba-divulga-resultado-final-de-edital-de-formacao-de-curadores/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2014 19:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thaís Seixas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Museu-Escola Lina Bo Bardi | Formação de Curadores]]></category>
		<category><![CDATA[Formação de Curadores]]></category>
		<category><![CDATA[MAM-BA]]></category>
		<category><![CDATA[Resultado]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://bahiamam.org/?p=10706</guid>
		<description><![CDATA[O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) divulga nesta terça-feira, 18, a lista de candidatos/projetos aprovados na etapa final do Edital Museu-Escola Lina Bo Bardi &#124; Formação de Curadores, que vai promover atividades voltadas para artistas, pesquisadores, jovens curadores e profissionais de diversas áreas, com alguma experiência na área ou interessados em começar a desenvolver trabalhos. &#160; CONFIRA A LISTA DE SELECIONADOS: Caroline Vieira Sant&#8217;Anna, com a proposta &#8220;Transfigurações do Eu&#8221;; Grácia Silva, com a proposta &#8220;Um viés na imagística&#8221;; Nirlyn Castilho, com a proposta &#8220;Incendiário&#8221;; Pedro Marighella, com a proposta &#8220;Outro circuito – Discografia baiana como circuito de artes visuais&#8221;; Uriel de Souza, com a proposta &#8220;Foto [grafia]&#8220;. As atividades do projeto serão iniciadas no dia 9 de abril, das 9h às 12h, no casarão do MAM-BA, com a participação dos cinco selecionados, que terão a oportunidade de desenvolver um projeto curatorial de sua própria autoria acompanhados pelo artista visual Ayrson Heráclito (BA) e pelos curadores Fernando Oliva (SP) e Rodrigo Moura (MG), por meio de encontros presenciais e virtuais. Mais informações sobre o edital pelo telefone 3117-6141 ou e-mail formacuradores@gmail.com. &#160; O Museu-Escola Lina Bo Bardi &#124; Formação de Curadores foi contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="fblike_button" style="margin: 10px 0;"><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http%3A%2F%2Fbahiamam.org%2Fmam-ba-divulga-resultado-final-de-edital-de-formacao-de-curadores%2F&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=450&amp;action=like&amp;colorscheme=light" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:450px; height:25px"></iframe></div>
<p>O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) divulga nesta terça-feira, 18, a lista de candidatos/projetos aprovados na etapa final do Edital<strong> Museu-Escola Lina Bo Bardi | Formação de Curadores</strong>, que vai promover atividades voltadas para artistas, pesquisadores, jovens curadores e profissionais de diversas áreas, com alguma experiência na área ou interessados em começar a desenvolver trabalhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>CONFIRA A LISTA DE SELECIONADOS:</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Caroline Vieira Sant&#8217;Anna</strong>, com a proposta &#8220;Transfigurações do Eu&#8221;;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Grácia Silva</strong>, com a proposta &#8220;Um viés na imagística&#8221;;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Nirlyn Castilho</strong>, com a proposta &#8220;Incendiário&#8221;;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Pedro Marighella</strong>, com a proposta &#8220;Outro circuito – Discografia baiana como circuito de artes visuais&#8221;;</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Uriel de Souza</strong>, com a proposta &#8220;Foto [grafia]&#8220;.</p>
<p>As atividades do projeto <strong>serão iniciadas no dia 9 de abril, das 9h às 12h,</strong> no casarão do MAM-BA, com a participação dos cinco selecionados, que terão a oportunidade de desenvolver um projeto curatorial de sua própria autoria acompanhados pelo artista visual Ayrson Heráclito (BA) e pelos curadores Fernando Oliva (SP) e Rodrigo Moura (MG), por meio de encontros presenciais e virtuais.</p>
<p>Mais informações sobre o edital pelo telefone 3117-6141 ou e-mail formacuradores@gmail.com.</p>
<p><a href="/wp-content/uploads/2013/11/flyer-site.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9262" alt="flyer site" src="/wp-content/uploads/2013/11/flyer-site.jpg" width="600" height="599" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Museu-Escola Lina Bo Bardi | Formação de Curadores foi contemplado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais – 10ª Edição. Como incentivo, a instituição recebeu um prêmio no valor de R$ 100 mil para investir na qualificação de novos curadores. A apresentação do edital foi realizada no dia 31 de outubro, quando representantes do museu esclareceram questões sobre o processo e discutiram o trabalho de curadoria em mais uma edição do MAM Discute Sistema e Circuito das Artes, na Sala Walter da Silveira, acompanhados do artista Ayrson Heráclito, que participará do processo de formação dos selecionados.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre os orientadores</strong></p>
<p><strong>Ayrson Heráclito</strong> é mestre em artes visuais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Heráclito é professor do quadro permanente no Centro de Artes, Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Realiza obras em diversos suportes e linguagens, como fotografia, vídeo, instalação e performance, utilizando materiais orgânicos presentes na cultura baiana, tais como açúcar, charque e azeite de dendê.</p>
<p><strong>Fernando Oliva</strong> é crítico, pesquisador, curador e doutorando em História da Arte (ECA-USP). Faz parte da Comissão de Curadoria do Festival de Arte Contemporânea Videobrasil. Foi diretor de curadoria do Centro Cultural São Paulo e Gerente de Projetos do Paço das Artes (São Paulo), cargo que ocupou também no Museu da Imagem e do Som (MIS/SP).</p>
<p><strong>Rodrigo Moura</strong> é diretor adjunto de programas artísticos e culturais do Instituto Inhotim, editor e crítico de arte. Foi curador (2004-2006) do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, e tem ensaios publicados em catálogos e revistas especializadas internacionais. É co-editor do livro “Inhotim: Através” (2008), sobre a coleção do Museu.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://bahiamam.org/mam-ba-divulga-resultado-final-de-edital-de-formacao-de-curadores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
